Não sou feminista, nem tenho pretensões de - thank God. É que, inacreditavelmente, acredito na e gosto da diferença. Gosto de um homem que me pague o jantar (e o almoço e, em geral, todas as refeições), que me abra a porta, que espere que eu passe, que me leve a sítios que eu não conheço, que me compre coisas cuja função ele desconhece mas que sabe que me vai agradar (de 1 a 10 diz-me qual é a utilidade dessa pulseira). Gosto que um homem seja homem porque - damn - eu também sou mulher. E sou sempre. Sim, eu choro nos filmes românticos, eu rio-me com pedidos de casamento incríveis, eu vou ao cabeleireiro e à manicure e à pedicure e às compras sempre que possa e por menos que necessite. Mas sou uma mulher moderna, gosto de me sentir livre, gosto de sair sem sentir que estou a machucar alguém, gosto de dizer disparates e de ser atrofiada e de beber copos e, no meio disto tudo, até sei identificar muito bem o que é um fora de jogo. Eu sou uma miúda com pedaços de mulher que pretende crescer enquanto tal - enquanto mulher.
No entanto, se eu pudesse mudar alguma coisa, era esta incapacidade de sermos para os homens como somos para as mulheres. Por levantarmos mais facilmente os olhos envenenados da moral à passagem de uma mulher, por desprezarmos mais uma mulher x do que um homem x. Isso sim, mudava-se. Agora ir à depilação e eles beber jola a ver a bola... isso, meus caros, é para sempre.

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