quarta-feira, 18 de março de 2015
There's still going to be somebody who hates peaches.
Não podemos agradar a toda a gente. Nem toda a gente vai gostar de nós. Pensamento que deve estar sempre presente - só não demasiado.
sexta-feira, 13 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
Da comunicação (ou uma pequena ode à sinceridade)
Falar é um meio que usamos incansavelmente, todos os dias, para os propósitos mais variados da nossa vida. "Um café por favor" e já se foram mais quatro palavras sem pensar.
Falar, no entanto, também pode ter uma conotação terrível. "Temos de falar", e um arrepio. Invariavelmente não vem coisa boa. Mas pode vir.
Enfim, a ode a que hoje me dedico é de "falar porque algo merece". Normalmente é porque alguém merece, nos merece, sinceramente e sem barreiras, sem entraves ou pensamentos recônditos.
Quando nos magoam, devemos falar. Seja qual for o motivo, a motivação, mesmo quando sentimos que foi só com a ponta do alfinete.
Quando aquilo que fizeram nos perturbou, devemos falar. Devemos ir em frente. Expor, dar a conhecer, permitir que nos peçam desculpa, permitir-nos perceber porquê e até pedir desculpa também (há tantas mágoas e perturbações que espalhamos sem perceber...).
Quando alguém é responsável por uma injustiça (ou uma dúzia delas) devemos falar. Devemos dar provas, argumentar, permitir que o outro se coloque nos nossos pés, nos nossos sapatos, na nossa pele. Permitir-lhe abrir a carapaça.
Quando alguém nos mostra que somos importantes e nem estávamos à espera, devemos falar, devemos agradecer, devemos demonstrar que estamos atentos e vimos o que nos fizeram, o que nos deram.
Este post não é só uma ode, é um voto. Eu quero ser sempre sincera com aqueles que amo, quero sempre entregar-me como sou, com todos os sentimentos - bons e maus - e ter a consciência de como falar, como transmitir, como passar quem sou ao outro. Com o cuidado e o carinho que ele me merece. Mas também com a força e a verdade que merece ainda mais.
Falar, no entanto, também pode ter uma conotação terrível. "Temos de falar", e um arrepio. Invariavelmente não vem coisa boa. Mas pode vir.
Enfim, a ode a que hoje me dedico é de "falar porque algo merece". Normalmente é porque alguém merece, nos merece, sinceramente e sem barreiras, sem entraves ou pensamentos recônditos.
Quando nos magoam, devemos falar. Seja qual for o motivo, a motivação, mesmo quando sentimos que foi só com a ponta do alfinete.
Quando aquilo que fizeram nos perturbou, devemos falar. Devemos ir em frente. Expor, dar a conhecer, permitir que nos peçam desculpa, permitir-nos perceber porquê e até pedir desculpa também (há tantas mágoas e perturbações que espalhamos sem perceber...).
Quando alguém é responsável por uma injustiça (ou uma dúzia delas) devemos falar. Devemos dar provas, argumentar, permitir que o outro se coloque nos nossos pés, nos nossos sapatos, na nossa pele. Permitir-lhe abrir a carapaça.
Quando alguém nos mostra que somos importantes e nem estávamos à espera, devemos falar, devemos agradecer, devemos demonstrar que estamos atentos e vimos o que nos fizeram, o que nos deram.
Este post não é só uma ode, é um voto. Eu quero ser sempre sincera com aqueles que amo, quero sempre entregar-me como sou, com todos os sentimentos - bons e maus - e ter a consciência de como falar, como transmitir, como passar quem sou ao outro. Com o cuidado e o carinho que ele me merece. Mas também com a força e a verdade que merece ainda mais.
quarta-feira, 11 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
Como se dizia: viajar, perder países!
Gosto de viajar.
Parece um statement simples e universal mas é mais do que isso.
Eu gosto de passar pela segurança do aeroporto. Gosto de entrar no avião. Gosto de levantar voo. Gosto dos filmes (quando há filmes). Gosto de aterrar. Sair. O novo aeroporto. Sinais de saída. Respirar um ar novo. Ver o ar novo dos novos ocupantes do novo lugar. Gosto de meter conversa. Gosto quando as pessoas se metem comigo (vá, nem todas). Gosto de ajudar alguém que esteja perdido. Gosto da sensação de estar a perder a indiferença àquele lugar. Um pouco a pensar naquelas conversas - lá num futuro qualquer - nas quais alguém vai dizer "eu depois fui acolá" e eu vou dizer alegremente "eu também fui". E que haja sempre uma história para contar, algo que me anime e que anime. Até algo que um dia alguém conte a alguém que conta a alguém que conta a alguém.
Este ir anima-me.
Estou prestes a viajar para um lugar onde sempre quis ir. Nova Iorque (sim, nunca fui). Animam-me as luzes, as torres, o central park, as avenidas, os táxis, as montras, as obras, os pequenos prédios, os grandes prédios, a estátua da liberdade, o ground zero, as pessoas, os cafés quentes para levar, as excentricidades, a moda, a arte, o metro, os all star a vinte euros, os jantares a quatro e a sensação de adolescência quando quisermos sair e as mães ficarem a dormir. Anima-me igualmente o ir. Hoje estou animada pelo ir, pelo movimento.
Não minto: o regresso anima-me igualmente. A sensação de bagagem cheia. Eu e uma mala cheia de memórias, histórias, vivências, gargalhadas. O P. no aeroporto à minha espera. Regressar a casa e trazer presentes.
Gosto de viajar.
E numa rima em forma de lugar comum: gosto de ir; gosto de voltar.
Parece um statement simples e universal mas é mais do que isso.
Eu gosto de passar pela segurança do aeroporto. Gosto de entrar no avião. Gosto de levantar voo. Gosto dos filmes (quando há filmes). Gosto de aterrar. Sair. O novo aeroporto. Sinais de saída. Respirar um ar novo. Ver o ar novo dos novos ocupantes do novo lugar. Gosto de meter conversa. Gosto quando as pessoas se metem comigo (vá, nem todas). Gosto de ajudar alguém que esteja perdido. Gosto da sensação de estar a perder a indiferença àquele lugar. Um pouco a pensar naquelas conversas - lá num futuro qualquer - nas quais alguém vai dizer "eu depois fui acolá" e eu vou dizer alegremente "eu também fui". E que haja sempre uma história para contar, algo que me anime e que anime. Até algo que um dia alguém conte a alguém que conta a alguém que conta a alguém.
Este ir anima-me.
Estou prestes a viajar para um lugar onde sempre quis ir. Nova Iorque (sim, nunca fui). Animam-me as luzes, as torres, o central park, as avenidas, os táxis, as montras, as obras, os pequenos prédios, os grandes prédios, a estátua da liberdade, o ground zero, as pessoas, os cafés quentes para levar, as excentricidades, a moda, a arte, o metro, os all star a vinte euros, os jantares a quatro e a sensação de adolescência quando quisermos sair e as mães ficarem a dormir. Anima-me igualmente o ir. Hoje estou animada pelo ir, pelo movimento.
Não minto: o regresso anima-me igualmente. A sensação de bagagem cheia. Eu e uma mala cheia de memórias, histórias, vivências, gargalhadas. O P. no aeroporto à minha espera. Regressar a casa e trazer presentes.
Gosto de viajar.
E numa rima em forma de lugar comum: gosto de ir; gosto de voltar.
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