terça-feira, 29 de maio de 2012
Post Laboral
Já estive noutro sítio que não aqui. E já trabalhei com outras pessoas, gentes (mais ou menos "inhas") e com outras formas de ver o papel e o mundo. Já partilhei carteiras, livros, fotocópias e fotocopiadoras fora de ilhas, fora deste amontoado de paredes castanhas, fora desta vidraça grande com vista para a paragem do 83. No entanto, não sinto em qualquer outro lugar este cheiro a casa. Tudo se poderia dizer do tempo exorbitante que passo neste lugar, dos desesperos que já senti, dos apertos, da vontade de ter um divã no Kiribati onde tudo deve ser mais fácil. Mas não é isso: é esta sensação que me leva até à copa, o café e os copos de água, e a nossa garrafa de água, os disparates de elevador, as lembranças, as frases no calendário. Eu rio-me. Eu rio-me e aprendo. Agora me deparo que posso encarar isto como uma forma diferente de "facultar". Há o bar novo e velho que se coordenam, há as pessoas - já as minhas pessoas - que me mimam e despertam em mim os melhores sentimentos do mundo. Bolas, deprendo agora, sozinha, que aqui sou feliz. E vou poder sempre ser feliz. O que os fins de tarde me trazem...
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
De acrescentar mais...
- Andar descalça no Verão quando o chão está frio;
- Olharem-nos nos olhos;
- Um elogio depois da tempestade;
- Sol da cara;
- Beijinhos na bochecha de uma criança;
- ... (Oh please, add some...)
terça-feira, 15 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ontem fui ver um filme. Não era, de todo, um filme para rever vezes sem conta, nem me fez sair do cinema com uma sessão de recompensa pós loucura diária do trabalho. Mas mexeu comigo. O tempo, o tempo real, aquele que passa, os segundos, os minutos, os anos, transformam o rosto de uma pessoa (sim, não estou a dar novidade nenhuma). Mas a questão foi: como lidar com ele contratempo do tempo? Porque com o aumentar da experiência, as sensações, os afins desta vida, vamos contando e sentindo-os, positivamente, em nós. Mas e as rugas. Quando não és mais uma jovem e de repente estás madura e estás praticamente a pagar metade dos bilhetes de comboio? Quantas viagens fazer? Como encarar o espelho? Como encarar a solidão? E a morte?
Dispite all, quando estava a ver o filme olhei para uma das mulheres e pensei: "quando eu for velha [(não como um trapo, não como roupa inútil, mas como velha, cheia de velhice, e de coisas para ensinar - há que não ter medo das palavras)] eu quero ser assim" - cada ruga sua história, loving the body I'm in.
Dispite all, quando estava a ver o filme olhei para uma das mulheres e pensei: "quando eu for velha [(não como um trapo, não como roupa inútil, mas como velha, cheia de velhice, e de coisas para ensinar - há que não ter medo das palavras)] eu quero ser assim" - cada ruga sua história, loving the body I'm in.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Personalidades
Hoje em dia debruço-me muito mais sobre a forma das pessoas. Ingredientes colocados, são batidas, vão-se colocando mais bocadinhos de coisas, tirando ingredientes que, afinal, já não faziam falta, juntamos fermento (ou não!), o bolo vai ao forno, coze e cresce (ou não!, também). Tantos enganos houve nesta mistura que a habilidade de encontrarmos quem realmente foi feito dos mesmos ingredientes que nós (ou de diferentes, mas com aquele limão merengado de que também só podemos adorar), levou a mesma temperatura e cresceu no mesmo sentido (ou cresceu, simplesmente), é uma tarefa complicada. Pelo caminho encontramos bolos frouxos, bolos salgados, bolos insossos, bolos que picam na garganta de tão doces / amargos ou bolos que simplesmente não nos interessam. O pior é os bolos trapaceiros - o aspecto é óptimo, mas o resto... Your face is just fine, but you'll have to put a bag over that personality.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Como todas as relações deveriam ser...
Deparo-me constantemente com relações gulosas, que querem sugar o doce todo do prato, que querem um bocadinho mais da tua unha, dedo, pulso, braço, ombro... Independentemente da relação, todos os dias, quando acordamos, somos nós sozinhos, o nosso dedo, pulso, braço, ombro, e o espelho não coloca simplesmente como nossa sombra ou cavalitas outro. Que aqueles que amo sejam sempre não singles mas in a long standing relationship with fun and freedom.
Subscrever:
Comentários (Atom)









