terça-feira, 26 de março de 2013

Como se faz uma declaração de amor?

Mas então como se faz uma declaração de amor? Em papel selado, na presença de um advogado. Por que não? As piores declarações são as pífias e clandestinas, do género «Acho-te uma pessoa muito interessante». As melhores são aquelas que comprometem quem as faz, que se baseiam em provas capazes de serem apresentadas em tribunal, que fazem corar as testemunhas. As declarações do tipo «Experimentar-a-ver-se-dá» nunca dão. É melhor mandar imprimir 2000 folhetos e distribuí-los por avioneta à população, devidamente identificados, do que um bilhetinho anónimo de «um admirador». As declarações de amor têm de cortar a respiração de quem as recebe, têm de rebentar na cara de quem as lê. O amor e o terrorismo são questões de objectivo, e não de grau.

Como estamos todos a zero, ninguém pode dar conselhos a ninguém. Há séculos que as maiores cabeças do mundo procuram a frase perfeita de apresentação. Há as deixas rascas, do género «Deixe-me adivinhar o seu signo» ou «Não costuma cá estar às terças-feiras, pois não?». Há as deixas pirosas, do género «Importa-se que eu lhe diga que você é muito bonita?» ou «Posso só dizer-lhe uma coisa? O seu namorado tem muita sorte!». Depois, há as deixas supostamente cool, do tipo «O meu nome é Max e eu toco sax» ou, mais formal, «Muito prazer, Luís Bobone, toco saxofone». Ultimamente, a julgar por recentes exemplos, é moda usar deixas crípticas, do género «Então sempre conseguiu resolver aquilo?» ou «Importa-se de me segurar a bebida enquanto eu olho para si? É que pode apetecer-me bater palmas» ou ainda (versão 1987) «Não se importa de ficar aqui comigo um bocadinho enquanto o meu guarda-costas não volta da casa de banho?».
Todo o amor é um engano. Trata-se é de nos enganarmos bem.

domingo, 17 de março de 2013

Indeed.

 
Mesmo quando passamos a vida a lutar contra a ideia de o ser!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Today's surely!

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade… O mundo é definitivamente louco… O que é doce engorda. O que é lindo é caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga-te. E o que é realmente bom na vida despenteia:
 
- Fazer amor, despenteia. - Rir às gargalhadas, despenteia. - Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. - Tirar a roupa, despenteia. - Beijar apaixonadamente, despenteia. - Brincar, despenteia. - Cantar até ficar sem ar, despenteia. - Dançar até te arrependeres de teres calçado aqueles saltos gigantes naquela noite, deixa o teu cabelo irreconhecível…
(…) É a lei da vida: vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide andar na montanha russa, do que aquela que decide não subir… (…)
Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres é: entrega-te, come coisas doces, beija, abraça, dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta, deita-te tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te de forma a que te sintas linda, arranja-te de forma a que te sintas confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:
Deixa a vida despentear-te!!!
O pior que te pode acontecer é que, enquanto te ris em frente ao espelho, tenhas de te pentear de novo…”

domingo, 10 de março de 2013

You can choose

 
"You can choose to live your life with the joy of the front row or solemness of the third row."

terça-feira, 5 de março de 2013