quarta-feira, 29 de julho de 2015

Das Palavras

São - podem ser - tantas ou quase nenhumas as palavras necessárias. Há momentos, aqueles momentos, em que as palavras só atrapalham e há os outros em que elas se impõem, muitas e repetidas e até atabalhoadas e até repisadas e até a voz nos faltar.
Gostava de poder marcar palavras nas pessoas. Escrever um livro que fosse citado, que partisse de mim para o mundo e um dia o meu nome aparecesse por baixo das indicações dos grandes amores. Olha o que ela escreveu, como se adequa tanto a esta situação.
Hoje basto-me com as palavras dos outros para as partilhar com o mundo na eterna esperança que um dia as minhas lhe dêem a volta e as possam outros partilhar também.
Escrever um livro é um sonho antigo. No entanto não quero que seja um livro, somente. Quero que parta de uma necessidade premente e profunda de partilha de uma história com o mundo. Olha mundo, esta era aquela história que estava dentro de mim e que tinha mesmo de sair, sob pena de eu rebentar com ela cá dentro.
Já vivi muita coisa mas... existe dentro de mim um ânimo que me convence que as grandes histórias estão para vir e que, um dia, todas elas numa liquidificadora vão dar aquele livro.
Sim, aqui te espero. O livro. O meu. Somente.