terça-feira, 29 de maio de 2012
Post Laboral
Já estive noutro sítio que não aqui. E já trabalhei com outras pessoas, gentes (mais ou menos "inhas") e com outras formas de ver o papel e o mundo. Já partilhei carteiras, livros, fotocópias e fotocopiadoras fora de ilhas, fora deste amontoado de paredes castanhas, fora desta vidraça grande com vista para a paragem do 83. No entanto, não sinto em qualquer outro lugar este cheiro a casa. Tudo se poderia dizer do tempo exorbitante que passo neste lugar, dos desesperos que já senti, dos apertos, da vontade de ter um divã no Kiribati onde tudo deve ser mais fácil. Mas não é isso: é esta sensação que me leva até à copa, o café e os copos de água, e a nossa garrafa de água, os disparates de elevador, as lembranças, as frases no calendário. Eu rio-me. Eu rio-me e aprendo. Agora me deparo que posso encarar isto como uma forma diferente de "facultar". Há o bar novo e velho que se coordenam, há as pessoas - já as minhas pessoas - que me mimam e despertam em mim os melhores sentimentos do mundo. Bolas, deprendo agora, sozinha, que aqui sou feliz. E vou poder sempre ser feliz. O que os fins de tarde me trazem...
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Oooooh! Os elevadores, os copos de água, os disparates do elevador, as lembranças, o contar e cantar histórias não vividas!
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