terça-feira, 8 de maio de 2012

Ontem fui ver um filme. Não era, de todo, um filme para rever vezes sem conta, nem me fez sair do cinema com uma sessão de recompensa pós loucura diária do trabalho. Mas mexeu comigo. O tempo, o tempo real, aquele que passa, os segundos, os minutos, os anos, transformam o rosto de uma pessoa (sim, não estou a dar novidade nenhuma). Mas a questão foi: como lidar com ele contratempo do tempo? Porque com o aumentar da experiência, as sensações, os afins desta vida, vamos contando e sentindo-os, positivamente, em nós. Mas e as rugas. Quando não és mais uma jovem e de repente estás madura e estás praticamente a pagar metade dos bilhetes de comboio? Quantas viagens fazer? Como encarar o espelho? Como encarar a solidão? E a morte?

Dispite all, quando estava a ver o filme olhei para uma das mulheres e pensei: "quando eu for velha [(não como um trapo, não como roupa inútil, mas como velha, cheia de velhice, e de coisas para ensinar - há que não ter medo das palavras)] eu quero ser assim" - cada ruga sua história, loving the body I'm in.

1 comentário:

  1. Lindo! E eu quero estar ao teu lado, bem velhinha e cheias de netos!

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